Hoje a conversa é sobre Relações Internacionais, que visa profissionais capazes de trabalhar com negociação, formulação de políticas e análise de conjunturas internacionais. Quem conversa conosco é o Henrique Braunstein, coordenador do curso de Relações Internacionais da Universidade Positivo.  

Há dois anos, a revista norte-americana Foreign Policy publicou uma reportagem intitulada “Nunca houve tempo melhor para estudar Relações Internacionais“. Trata-se de um apelo ao fato de que, no mundo da globalização, cada vez mais conectado e em constante transformação, um curso interdisciplinar e direcionado à complexidade da dinâmica global seria capaz de formar profissionais capacitados aos desafios contemporâneos em um mundo competitivo. 

Essa afirmação é forte, pois o que caracteriza o profissional de Relações Internacionais é possuir essa perspectiva global – mais do que atuar em uma área específica. Essa interdisciplinaridade é um de seus maiores “trunfos”, pois faz com que vários mercados possam ser adequados à sua atuação. Primeiramente, no sentido geográfico: o internacionalista atua para além das fronteiras nacionais. Em segundo lugar, porque, na lógica das Relações Internacionais, o foco é dado pelo próprio profissional: há os que se direcionam às relações políticas e governamentais; há aqueles que atuam na iniciativa privada, em multinacionais e frente ao mercado consumidor; há os que trabalham em ONGs (Organizações Não Governamentais), visando questões sociais, e em OIGs (Organizações Intergovernamentais); e há aqueles que escolhem seguir carreira acadêmica – em mestrado e doutorado para lecionar e pesquisar em universidades.

Trata-se, portanto, de um campo extremamente amplo, cheio de oportunidades para os internacionalistas, que se formam preparados para assuntos contemporâneos, complexos e de um mundo em transformação. É por isso que os profissionais de Relações Internacionais estudam Política Internacional e Diplomacia, Ciências Sociais, Negócios, Economia, Direito Internacional, entre outros. Com conhecimento integrado e direcionado ao mercado global, o internacionalista é um profissional completo.

Questionado sobre como ele enxerga os profissionais da área hoje e a carência do mercado de trabalho, o coordenador responde:

Muito se fala sobre o diferencial de se ter “soft skills”, habilidades de relacionamento interpessoal importantes para a atuação profissional em qualquer área. São competências comumente subestimadas, mas que se mostram tão importantes quanto conhecimento técnico. Isso porque é difícil trabalhá-las diretamente: não é possível desenvolvê-las em uma disciplina específica, por exemplo. No entanto, elas se diluem em várias práticas e exercícios profissionais. 

As Relações Internacionais, muitas vezes tidas como um “curso de humanas”, facilitam esse processo de desenvolvimento das habilidades de relacionamento. É verdade que ‘relações’ já estão no nome do curso e, assim, exercer diplomacia, negociação, arbitragem, empatia e escuta à diversidade é uma atividade central da prática do internacionalista – no plano internacional, mas também no local. Isso faz toda a diferença na resolução dos problemas em organizações, empresas, e na própria sociedade como um todo. O profissional de RI preenche espaços estratégicos, por conseguir, justamente, articular indivíduos, grupos de interesse, partes contrárias em uma discussão. 

Essas habilidades também são técnicas, adquiridas no decorrer do curso. São habilidades que se aplicam em simulações de organizações internacionais, em simulações de negociação, em argumentação e debates em sala de aula, e nos projetos da universidade, entre alunos e professores. São habilidades que atravessam a interdisciplinaridade (outra carência nos profissionais de hoje), ao permitirem que os estudantes e egressos possam solucionar problemas via relacionamento, via interação, independente do problema (seja ele político, social, cultural, empresarial, organizacional…). Essa visão completa das interações é um ativo dos internacionalistas – sendo também um elemento precioso para a atuação profissional. 

Após ter entendido mais sobre a área, quis saber mais sobre o curso de Relações Internacionais da Universidade Positivo, se havia um diferencial. 

Falei muito sobre interdisciplinaridade nas perguntas anteriores e, complemento aqui, que a Universidade Positivo permite de maneira ampla a realização, na prática, desse princípio. Primeiro, porque várias das áreas presentes nas Relações Internacionais são também outros cursos de graduação da Universidade (Direito, Comércio Exterior, Administração, Economia, Pedagogia, Jornalismo). Isso significa a possibilidade de transitar nas diferentes escolas, realizando disciplinas optativas nesses cursos e aumentando o seu conhecimento na área que mais gostaria de desenvolver durante a graduação de Relações Internacionais. Os estudantes têm liberdade de cursar disciplinas nos outros cursos, podendo conhecer outras discussões, debates, conhecimentos, e podendo trazê-los para o debate em RI. 

Ainda, é muito importante mencionar todas as oportunidades de intercâmbio acadêmico existentes na Universidade Positivo – um elemento bastante chamativo para os estudantes de Relações Internacionais. Há oportunidades para estudar nos Estados Unidos, França, Alemanha, Argentina, Chile, Colômbia, Espanha, Itália, Japão, Portugal entre outros, possibilidades existentes dadas as parcerias firmadas pela Universidade Positivo. Há estudantes que estudam por um ano nas universidades conveniadas, outros estudam por seis meses – isso varia conforme o interesse dos estudantes. 

Por fim, comento o corpo docente extremamente capacitado e diverso no curso de Relações Internacionais. Temos professores graduados e/ou com mestrado e/ou doutorado em Relações Internacionais, Ciência Política, Direito, Filosofia, Sociologia, Administração de Empresas, Economia, que vinculam suas áreas aos temas de Relações Internacionais e Globalização abordados em sala de aula. São professores muito preparados, que lecionam e orientam com muita qualidade, sendo proativos na formação de profissionais capacitados para os desafios do mundo contemporâneo: aqueles que cursam Relações Internacionais. 

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